o caminho até aqui...
Minha primeira formação foi em Psicologia pela Universidade Guarulhos (2010). Comecei a clinicar assim que tirei meu CRP, em março de 2011, e continuo atuando até hoje.
Atuei alguns anos como psicóloga social na Prefeitura de Guarulhos, principalmente com CRAS e Albergue, no atendimento à população de rua; uma vivência que mudou minha perspectiva sobre a psicologia social para sempre. Comecei a pensar em como os grupos, as sociedades se organizavam... e como os mitos faziam parte disso. Parte constante! Era uma idéia martelando e eu não sabia muito bem o que fazer com ela.
Em 2017 me formei especialista em Psicoterapia Junguiana pela UNIP, com minha dissertação sobre arquétipos da Umbanda e incorporação. Foi minha primeira pisada na trilha da pesquisa acadêmica, e esse encantamento me segue até hoje! E foi onde percebi que esse assunto que sempre me instigou - os mitos - não vivem nos livros, vivem nas pessoas. E até hoje, esses mitos se transformam e transformam as sociedades, geralmente através das religiões.
Bom, o próximo passo era inevitável, eu tinha que fazer mestrado em Ciência da Religião - e fiz, pela PUCSP (me formei em 2020). Eu queria estudar algo além da minha religião (a Umbanda) e bem à lá kamikaze, fui pra outra ponta e estudei os mitos do(s) Pentecostalismo(s) e suas experiências extáticas. Foi uma revelação inspiradora fazer pesquisa de campo em um espaço tão diferente. Foi quando me dei conta que outro tema estava ali, de novo: a discussão desse corpo atuando no mito.
É, eu tenho essa minha própria triade divina que não posso negar: mitos, religião e corpo. E quando falamos nesses temas, um quarto tema (pegou a referência?) surge inevitavelmente: a política. Se os mitos transformam sociedades, essa transformação nunca se limitou à esfera religiosa, mas se controce em todo aspecto social através de políticas, de cultura, de modo de vida. Por isso, estudar política tem sido, para mim, ver os mitos tomando corpo fora dos terreiros e das igrejas. Tenho me aprofundado em questões como neoliberalismo e efeitos na psique individual e coletiva (com Foucault, Safatle), movimentos de massa (desde Jung até autores mais atuais) e teorias da sombra na manifestação do fascismo. Tudo muito light, não é mesmo?
Hoje faço parte de um grupo de pesquisas em psicologia analítica e Nova Era (UNUS - USP). Outra religião? Exato! Nova Era é um movimento religioso que eu ainda não tinha estudado, e tem sido outra jornada incrível. Além de alguns estudos particulares, atualmente tenho lido bastante sobre Taoismo e Xintoismo, que possui uma mitologia encantadora.
Bom, essa é a estrada que segui e assim que fui encontrando minhas paixões de estudo. São temas em que me especializei e continuo pesquisando, enquanto os deuses do Tempo me permitirem.
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